Em 2021, a Tuberculose continua a ser uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo, causando 1,4 milhão de mortes todos os anos.
Os líderes mundiais têm até ao próximo ano, dezembro de 2022, para implementar a Declaração Política das Nações Unidas sobre a Tuberculose. Este é um momento marcante na Agenda 2030 e, o não cumprimento destas metas e compromissos, ameaçará seriamente o objetivo de acabar com a epidemia de Tuberculose.
A COVID-19 veio desacelarar o progresso desta estratégia e reverteu os ganhos globais dos últimos anos num decréscimo de 5 a 12 anos, de acordo com um modelo da Stop TB Partnership. Foi evidente neste estudo, a forma como a COVID-19 afetou desproporcionalmente aqueles que já são mais vulneráveis na sociedade e criou barreiras adicionais ao acesso a cuidados de saúde. Foram, já, elaborados planos de recuperação nacionais que abordam simultaneamente a Tuberculose e a COVID-19.
Outro relatório recente da Stop TB Partnership e Médicos Sem Fronteiras, constatou que 37 países com alta incidência de Tuberculose estão a usar políticas e práticas desatualizadas de prevenção, tratamento e cuidados com a doença.
Tudo isto justifica a campanha deste ano para o Dia Mundial da Tuberculose é “The Clock is ticking” [o tempo está a passar”], destacando a urgência com que a comunidade internacional deve redobrar os seus esforços para cumprir com estes compromissos.
Neste Dia Mundial da Tuberculose, as sociedades Nacionais da Cruz Vermelha pretendem sensibilizar as comunidades para esta temática.